terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Feche algumas portas. Não por orgulho ou arrogância, mas porque elas não te levam a lugar algum.

 

     Léo estava largado no banco do parque, fones de ouvido no máximo, mas sem ouvir nada de verdade. O olhar perdido no horizonte entregava que a cabeça dele estava longe dali. Mari, sua amiga, sentou-se ao lado dele e cutucou seu braço.

     — Ei, Léo, você já reparou como a gente insiste em ficar batendo em portas que não abrem?
     — Como assim, Mari? Tá falando de quê?
     — Tipo, aquelas coisas que a gente teima em segurar, sabe? Um sonho que não rola, um rolé que não dá certo, uma amizade que só pesa.

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Se um dia você não quiser falar com ninguém, me ligue, ficarei em silêncio junto com você.

 
            Carlos estava passando por uns dias meio complicados, sua ansiedade e depressão, mesmo que leves, atrapalhavam a convivência com outras pessoas. Seu amigo de infância, Sérgio, era o único que não lhe abandonava nessas horas. Procurava sempre estar por perto, sem interferir diretamente, mas sempre presente.

Carlos, nesse momento, notou que Sérgio estava ali, sentado ao seu lado, então resolveu perguntar:

— Sérgio, você sempre está por aqui. E se um dia eu simplesmente não quiser falar com ninguém?

— Simples. Me liga.

— Mas eu não vou querer conversar…

— Ótimo. A gente fica em silêncio juntos.

— Isso é estranho.

— Estranho por quê?

— Porque as pessoas acham que, se você liga, tem que falar alguma coisa.


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