domingo, 21 de junho de 2026

O Silêncio Também Ensina

 

O restante da manhã transcorreu sem que Eiranthos pronunciasse mais nenhuma palavra. Lyra caminhava ao seu lado, tentando entender se aquele silêncio fazia parte de algum novo ensinamento ou se o Mago simplesmente havia decidido encerrar a conversa.

A princípio, aquilo a incomodou. Havia atravessado a floresta imaginando que encontraria respostas para todas as perguntas que carregava desde a infância. Em vez disso, encontrara um homem que fazia perguntas e passava longos minutos em absoluto silêncio.

Depois de algum tempo, já não sabia se deveria falar ou apenas continuar caminhando. Foi quando Eiranthos parou diante de um pequeno lago. A água era tão calma que refletia cada nuvem do céu com perfeição. Nenhuma folha tocava sua superfície. Nenhum inseto a perturbava. Parecia um espelho.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Feliz Dia dos Enamorados!


Caio e Lara namoravam há uns três anos e todos comentavam do carinho e amor que um demonstrava ao outro. Naquela sexta-feira, 12 de junho, não era diferente. Os dois estavam juntos, jantando no Restaurante Família Zanatta, no Jantar dos Namorados, promovido pelo restaurante.

— Então, mais um Dia dos Namorados juntos. Gostou do jantar? — perguntou Lara, mexendo no cafezinho que o garçom trouxera, e observando outros casais sentados próximos a eles.

— Especial como sempre… mas, em relação a este dia, eu gosto mais de pensar como Dia dos Enamorados — respondeu Caio. — Parece mais bonito, mais verdadeiro.

— Dia dos Enamorados? — ela sorriu. — Como assim? Explica isso melhor.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

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A praça estava mergulhada naquela tranquilidade que só o início da noite consegue trazer. O céu ainda guardava algumas pinceladas alaranjadas do pôr do sol, enquanto os primeiros postes começavam a iluminar os caminhos de pedra. O cheiro de pipoca vindo de um carrinho próximo se misturava ao perfume das árvores antigas que cercavam o lugar. Algumas pessoas caminhavam sem pressa, outras conversavam nos bancos espalhados pela praça. Em um dos cantos mais silenciosos, sentado ao lado do avô Augusto, Lucas observava o movimento da cidade desacelerar. Havia algo em sua expressão que denunciava um incômodo guardado há dias.

— Vô, o senhor já conheceu alguém que parecia ter uma missão na vida: irritar os outros?

— Conheci vários. Alguns até eram especialistas no assunto. Sabiam ser inconvenientes como ninguém.

— Estou falando sério, vô.

— Eu também, Luquinhas.

Lucas soltou uma risada curta.


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