O restante da manhã transcorreu sem que Eiranthos pronunciasse mais
nenhuma palavra. Lyra caminhava ao seu lado, tentando entender se aquele
silêncio fazia parte de algum novo ensinamento ou se o Mago simplesmente havia
decidido encerrar a conversa.
A princípio, aquilo a incomodou. Havia atravessado a floresta
imaginando que encontraria respostas para todas as perguntas que carregava
desde a infância. Em vez disso, encontrara um homem que fazia perguntas e
passava longos minutos em absoluto silêncio.
Depois de algum tempo, já não sabia se deveria falar ou apenas continuar caminhando. Foi quando Eiranthos parou diante de um pequeno lago. A água era tão calma que refletia cada nuvem do céu com perfeição. Nenhuma folha tocava sua superfície. Nenhum inseto a perturbava. Parecia um espelho.

