quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A vida é feita de ciclos, e tudo bem se um deles precisar acabar.

 


Seu Antero, um senhor aposentado, já com seus 70 anos, estava descansando após o almoço, sentado na varanda, olhando para seu Opala 1976, impecável, estacionado sob a sombra de um belo Jacarandá. Ele mora com sua filha Eloísa e seus três netos: Bia, 14 anos, Gabriel, 17 e Júlia com 23 anos.

Bia apareceu já fazendo careta, como quem tinha vergonha do que ia dizer, mas precisava tirar uma dúvida com o seu avô.

— Vô… posso perguntar um negócio meio besta?

Seu Antero, ajeitando os óculos e abrindo espaço no banco da varanda para que sua neta sentasse ao seu lado.

— Perguntar nunca é besteira, minha querida, fale.

— É que… minhas amigas tão meio se afastando de mim. Tipo, a gente era grudada, e agora cada uma tá em um canto. Eu fico com a sensação de que eu fiz algo errado.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Eu atraio o que vibro. Por isso, escolho vibrar amor, paz e gratidão.


           Era uma tarde daquelas cinzentas, onde o céu está em dúvida se chove ou se vai se render ao brilho do sol. Rafa e Lia, dois amigos e colegas de escola, caminhavam sem um destino certo, apenas para deixar o tempo passar até o horário de voltar para suas casas.

Lia coçou o queixo, olhando para aquele céu indeciso.

— Cara, tô pensando uma coisa meio doida… será que a gente vira imã do que sente?

Rafa chutou uma pedrinha, rindo de leve.

— Doida nada. Sempre achei que o coração fosse meio antena, puxando todos os sinais do mundo, sejam eles bons ou ruins.

Lia apertou os olhos, como quem tenta enxergar mais longe do que dá, na tentativa, talvez, de identificar um pássaro que voava ao longe.

— Então, se eu vivo reclamando, eu puxo mais coisa pra reclamar?


POSTAGENS MAIS LIDAS NA SEMANA