segunda-feira, 25 de maio de 2026

Pássaros criados em gaiolas acreditam que voar é coisa de louco!

 

Segunda-feira à tarde, aquela turminha do 5º ano, com idades entre 10 e 11 anos, estava meio inquieta e um pouco barulhenta, todos conversavam ao mesmo tempo, tentando contar como foi o seu fim de semana. Era a última aula daquela tarde. Quando o professor Carlos entrou na sala, carregando um objeto estranho, todos silenciaram, em respeito ao professor e, também, pela curiosidade, ao ver o senhor Carlos carregando uma gaiola de passarinho. Não tinha passarinho dentro, mas só aquilo já chamou a atenção da turma inteira. As crianças ficaram olhando, curiosas, tentando adivinhar o que vinha pela frente.

— Hoje eu quero conversar com vocês sobre uma frase muito interessante — disse ele, colocando a gaiola sobre a mesa. — “Pássaros criados em gaiolas acreditam que voar é coisa de louco.”

— Mas professor… passarinho nasceu para voar! — respondeu Lucas, franzindo a testa.

— Exatamente. E é aí que essa frase fica importante — falou o professor, sorrindo. — Imagina um passarinho que passou a vida toda preso. Ele nunca viu o céu de perto. Se quer sentiu o vento nas asas. Nunca voou. Só via a grade da gaiola à sua frente e até a comida era dada por um ser humano.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Você não precisa cortar uma flor para provar que é um jardineiro.

 

Era um dia de semana qualquer, ensolarado, mas com um vento teimoso que varria as ruas. O avô e sua neta, de apenas 11 anos, estavam conversando durante o almoço naquele restaurante chique da cidade, o Família Zanatta. Como ainda era cedo, o restaurante recém havia aberto as portas, com poucas pessoas no local, o que dava uma certa tranquilidade para uma conversa entre Avô e Neta.

— Vô, por que o senhor ficou olhando aquela flor ali na entrada por tanto tempo?

— Porque ela está bonita do jeitinho dela. Tem coisa na vida que a gente estraga quando tenta possuir.

— Ih... já começou com as frases misteriosas de velho sábio.

— E você já começou com suas perguntas de neta curiosa.

— Tá, mas sério. O senhor ficou olhando pra flor como se ela tivesse contado um segredo.

— Talvez tenha contado mesmo.

— E posso saber qual foi?


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