sexta-feira, 10 de abril de 2026

De pouco adianta se enfeitar por fora, se você não se arrumar por dentro.

 


Carla e Juliana estavam sentadas na área externa de uma cafeteria, no centro da cidade, tomando um milk shake para espantar o calor de quase 30 graus. Aproveitavam para analisar as pessoas que circulavam pela calçada

— Ju… posso te falar uma coisa meio aleatória?

— Lá vem a Carla filósofa… manda.

— Eu tava olhando esse pessoal passando e fiquei pensando… não adianta nada a pessoa parecer incrível por fora e estar toda bagunçada por dentro.

— Ué, Carla, mas todo mundo liga primeiro pro que vê, né?

— Liga…, só até conhecer de verdade. Depois, o que importa mesmo, é o que a pessoa é por dentro.

— Então tu acha que aparência não importa?

— Importa sim…, mas não sustenta nada sozinha. É tipo capa bonita de um livro, entretanto, a história é totalmente vazia.

sábado, 14 de março de 2026

Nós não tínhamos celular... mas temos histórias para contar.


Era mais um daqueles domingos com almoço que reunia a família na casa do seu Zé. Seu Zé estava sentado à sombra de uma laranjeira, quando seus netos o cercaram para ouvir suas histórias.

— Vô, é verdade que o senhor ia pra escola caminhando e que levava um tempão? — perguntou um dos netos, arregalando os olhos, como quem acha impossível alguém sobreviver sem carro, ônibus ou internet.
— Verdade sim, Pedrinho. Eu nasci e cresci lá em São Leopoldo, estudei em escola pública. Naquele tempo, eu deveria ter uns 9/10 anos, a gente acordava cedo, se arrumava sozinho e pegava a estrada a pé. Do bairro Rio dos Sinos até a Escola Gusmão Brito, lá no bairro Rio Branco, dava uns quarenta minutos de caminhada fácil.

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