domingo, 2 de março de 2025

O homem vive tentando alcançar as estrelas, mas esquece de olhar para as flores aos seus pés.

 
            — Sabe, às vezes acho que o mundo tá do avesso — disse Lucas, jogado no gramado do parque.

— Como assim? — perguntou Clara, deitando-se ao lado dele.

— Todo mundo quer ser grande, chegar longe, conquistar coisas absurdas... Mas parece que ninguém olha pro que já tem. Tipo, a gente vive tentando alcançar as estrelas, mas esquece das flores que estão bem aqui. — Lucas pegou uma pequena margarida ao lado e girou-a entre os dedos. 

— Acho que não entendi. Você tá falando de gratidão ou sobre a natureza?

— Não só isso. Tô falando de presença. De viver o agora. Tá vendo esse céu? Lindo, né? Mas enquanto a gente fica querendo tocá-lo, acaba pisando nas flores sem perceber.

— Isso me lembrou aquela história do cara que passou a vida toda trabalhando pra ser rico e, quando conseguiu, percebeu que não tinha aproveitado nada. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Cicatrizes são marcas de superação que só um verdadeiro guerreiro possui.

 
            Final de tarde, Léo acompanhava Clara, que havia levado sua irmã, Luiza, de apenas 8 anos, para brincar na praça.

— Ei, já reparou nessa cicatriz na minha mão? — perguntou Léo, esticando o braço pra mostrar uma linha meio tortuosa que cruzava a palma.

— Claro, como não? Parece que você brigou com a faca do pão e perdeu — respondeu Clara, rindo enquanto mexia no cabelo, sentada no balanço da praça.

— Quase isso! Foi numa queda de skate, uns dois meses atrás. Eu tava tentando um ollie e... bom, o chão ganhou — ele deu um sorriso torto, como se revivesse a cena.

— E tu ainda acha isso legal?

— Não é que eu ache legal. É que essa marca me lembra que eu caí, mas levantei,  tentei de novo, até conseguir. Sabe, tipo um troféu esquisito — Léo deu de ombros, olhando pro céu que começava a ficar laranja.


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