
—
Sabe o que eu percebi? — disse Arthur, olhando para o nada, como se tentasse
organizar os próprios pensamentos.
—
Lá vem você com essas reflexões filosóficas... Manda. — respondeu Davi, jogando
uma pedrinha no lago.
—
A gente sempre escuta que ser frágil é ruim. Que tem que ser forte o tempo
todo. Mas, cara... acho que a gente entendeu tudo errado.
—
Como assim?
— Frágil não quer dizer fraco. Depende do tipo de fragilidade. Olha a flor, por exemplo: linda, delicada, mas qualquer vento mais forte a leva embora. Já uma bomba... também é frágil. Mas, se você mexer errado, ela explode e transforma tudo ao redor.
