sexta-feira, 7 de abril de 2023

A ROLHA PEDAGÓGICA



Um supervisor visitou uma escola de ensino fundamental. Ao passar por uma sala de aula que estava com a porta aberta, observou algo que lhe chamou a atenção: uma professora estava entrincheirada atrás de sua mesa. Os alunos faziam a maior algazarra. O quadro era caótico. Decidiu, então, se apresentar:

— Com licença, sou o supervisor Carlos… A senhora está com algum problema?

— Estou completamente perdida, senhor. Não sei o que fazer com estas crianças… Estou substituindo a professora desta turma, que está adoentada. Não tenho lâminas de apresentação, não tenho livros, não tenho recursos eletrônicos, não tenho nada novo para lhes mostrar, nem o que lhes dizer. Sou professora dos mais pequenos e não vim preparada. Não sei o que fazer para acalmá-los.

O supervisor, que era um docente de alma, viu uma rolha sobre a mesa da professora, pegou-a e, com serenidade oriental, falou com as crianças:

— Alguém sabe o que é isto?

— Uma rolha!!! — gritaram os alunos surpresos.

— Muito bem! E de onde vem a rolha?

— Da garrafa. Uma máquina as coloca. — De uma árvore, da cortiça, da madeira — respondiam as crianças animadas, já prestando atenção.

— E o que se pode fazer com a madeira? — continuou de forma entusiasta o docente.

— Cadeiras, uma mesa, um barco…

— Muito bem, então teremos um barco. Quem se anima a desenhá-lo? Quem faz um mapa no quadro e indica o porto mais próximo para o nosso barquinho? Escrevam a qual estado brasileiro corresponde. E qual é o outro porto mais próximo que não é brasileiro? A qual país corresponde? Alguém lembra que personagens famosos nasceram ali? Alguém lembra o que esse país produz? Por acaso, alguém conhece alguma canção desse lugar? E assim começou uma aula variadíssima de desenho, geografia, história, economia, música, etc.

A professora ficou muito impressionada. Quando a aula terminou, comovida, disse ao supervisor:

— Senhor, nunca esquecerei a valiosa lição que hoje me ensinou. Muitíssimo obrigada!

No outro dia, o supervisor voltou à escola e procurou pela professora. Encontrou-a novamente encolhida atrás da mesa, em sua sala de aula. Os alunos, outra vez, em desordem total.

— Mas, professora, o que houve? Lembra de mim?

— Mas é claro, como poderia esquecê-lo? Que sorte que o senhor voltou. Não encontro aquela rolha. Onde a deixou?

Moral da história:
Quando alguém não tem vocação para o que deve realizar, nunca vai achar a rolha!

Obs.: Não se trata aqui de uma crítica unicamente à nobre profissão de professora, mas sim àquelas pessoas em geral, sem iniciativa, que, mesmo você mostrando a melhor direção, conseguem se perder num caminho sem desvios.

Este texto tirei da internet, apenas dei uma pequena atualizada. Desconheço o autor.

Um comentário:


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