— Com licença, sou o supervisor Carlos… A senhora está com algum problema?
— Estou completamente perdida, senhor. Não sei o que fazer com estas crianças… Estou substituindo a professora desta turma, que está adoentada. Não tenho lâminas de apresentação, não tenho livros, não tenho recursos eletrônicos, não tenho nada novo para lhes mostrar, nem o que lhes dizer. Sou professora dos mais pequenos e não vim preparada. Não sei o que fazer para acalmá-los.
O supervisor, que era um docente de alma, viu uma rolha sobre a mesa da professora, pegou-a e, com serenidade oriental, falou com as crianças:
— Alguém sabe o que é isto?
— Uma rolha!!! — gritaram os alunos surpresos.
— Muito bem! E de onde vem a rolha?
— Da garrafa. Uma máquina as coloca. — De uma árvore, da cortiça, da madeira — respondiam as crianças animadas, já prestando atenção.
— E o que se pode fazer com a madeira? — continuou de forma entusiasta o docente.
— Cadeiras, uma mesa, um barco…
— Muito bem, então teremos um barco. Quem se anima a desenhá-lo? Quem faz um mapa no quadro e indica o porto mais próximo para o nosso barquinho? Escrevam a qual estado brasileiro corresponde. E qual é o outro porto mais próximo que não é brasileiro? A qual país corresponde? Alguém lembra que personagens famosos nasceram ali? Alguém lembra o que esse país produz? Por acaso, alguém conhece alguma canção desse lugar? E assim começou uma aula variadíssima de desenho, geografia, história, economia, música, etc.
A professora ficou muito impressionada. Quando a aula terminou, comovida, disse ao supervisor:
— Senhor, nunca esquecerei a valiosa lição que hoje me ensinou. Muitíssimo obrigada!
No outro dia, o supervisor voltou à escola e procurou pela professora. Encontrou-a novamente encolhida atrás da mesa, em sua sala de aula. Os alunos, outra vez, em desordem total.
— Mas, professora, o que houve? Lembra de mim?
— Mas é claro, como poderia esquecê-lo? Que sorte que o senhor voltou. Não encontro aquela rolha. Onde a deixou?
Moral da história:
Quando alguém não tem vocação para o que deve realizar, nunca vai achar a rolha!
Obs.: Não se trata aqui de uma crítica unicamente à nobre profissão de professora, mas sim àquelas pessoas em geral, sem iniciativa, que, mesmo você mostrando a melhor direção, conseguem se perder num caminho sem desvios.
Este texto tirei da internet, apenas dei uma pequena atualizada. Desconheço o autor.
Legal
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