domingo, 26 de julho de 2026

O Amor de Avô Não se Divide, se Multiplica.

 

A tarde de domingo estava daquelas que pareciam feitas para guardar na memória. Depois do almoço, o cheiro de café recém passado se misturava ao perfume das flores do jardim. Debaixo da velha goiabeira, o avô descansava em sua cadeira de balanço, enquanto observava o quintal. Laura, de 11 anos, Helena, de 13, e Miguel, de 15, se aproximaram sorrindo. Era Dia dos Avós, e os três tinham decidido que aquele seria um momento só deles.

— Vovô, hoje a gente resolveu conversar com o senhor sem deixar escapar nenhuma história.

— Então vou logo avisando... minha memória é boa, mas às vezes ela coloca um temperinho a mais nas lembranças.

— A mamãe chama isso de aumentar a história.

— Eu prefiro dizer que deixo a história mais divertida.

Os três caíram na risada.

— Hoje é o Dia dos Avós. O senhor gosta dessa data?

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Eu amo meus amigos!


Dois amigos, Luiz e Eduardo, estavam tomando um café na tenda do seu Manoel, quando Luiz quebra o silêncio. 

— Sabe de uma coisa? Tem um ditado que eu nunca concordei muito.

— Qual deles?

— Aquele que diz que a gente tem que guardar os amigos debaixo de sete chaves.

— Ué... Mas esse ditado não quer dizer que devemos cuidar deles?

sexta-feira, 10 de julho de 2026

E Agora, Qual Caminho?

 

O último sinal tocou, encerrando mais um ano aula na escola. Os corredores estavam cheios de abraços, risadas, promessas de reencontros e aquele silêncio escondido dentro de cada um, típico de quem percebe que uma fase importante da vida está chegando ao fim. Enquanto muitos comemoravam o encerramento do terceiro ano do ensino médio, outros já sentiam o peso da pergunta que parecia não sair da cabeça: "E agora?"

— Você já decidiu qual faculdade vai fazer? — perguntou Lucas, caminhando devagar ao lado de Marina enquanto os dois atravessavam o pátio da escola.

— Se eu disser que já, vou estar mentindo. Tem dia que penso em Psicologia, no outro penso em Medicina Veterinária. Depois aparece outra ideia e bagunça tudo de novo. Parece que quanto mais eu penso, mais difícil fica escolher.

domingo, 5 de julho de 2026

Síndrome do Pânico: o inimigo invisível que muitos não veem ou não entendem.


            Era fim de tarde quando os amigos, Lara e Miguel, saíram do trabalho e sentaram no banco da praça. O céu estava ficando alaranjado, mas Lara parecia distante. Fazia alguns dias que ela vinha evitando companhias, recusando convites e dizendo que estava “estranha”. Miguel percebeu que algo estava errado e decidiu perguntar com calma, sem pressão.

— Você anda quieta faz tempo. Aconteceu alguma coisa?

— Eu nem sei explicar direito. Parece que meu coração dispara do nada. Fico com falta de ar, tremendo, achando que vou desmaiar.

— Isso acontece em momentos específicos?

— Às vezes no ônibus, no trabalho, no mercado. Teve um dia em que eu estava fazendo compras e começou de repente. Achei que estava tendo um problema grave.

— Você contou isso para alguém da sua família?


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