Pedro
e Júlio, dois amigos de 15 anos que moravam na mesma rua, estavam sentados em
um banco, na beira do campinho, esperando os outros meninos para jogar bola
quando, do nada, Pedro quebra o silêncio que já durava uns 10 minutos.
—
Mano, já sacou como o silêncio às vezes é sinistro? Tipo quando o professor
entra e a galera trava geral, a galera vira estátua.
—
É verdade. Cinco segundos antes tava geral falando, rindo, zuando… aí o cara
entra e puf: silêncio total.
—
Bizarro, né? Mas, mesmo no silêncio, minha mente não para.
—
Pô, comigo também. Parece que o silêncio de fora vira um monte de ideia
gritando na cabeça.
—
Tipo ontem tentando dormir. Comecei a pensar na prova, no futuro, se fiz a
escolha certa… até no drible que vou te dar no jogo de hoje, antes de fazer o gol. Kkkkk
— Acho que tu tava era sonhando. Kkk Mas sério! É bizarro, as respostas pintam nessa hora.
