quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Entre o Silêncio e a Esperança: A Coragem de Pedir Ajuda.

 

Acordei de novo com aquela sensação. Um peso no peito, um nó na garganta. Já nem sei se é tristeza, cansaço ou os dois. Só sei que está lá, firme e pesado. Pior é que nem aconteceu nada, sabe? Não tem um motivo claro, uma razão óbvia. É só essa coisa aqui dentro, me puxando para baixo.

“Por que eu sou assim?” É a pergunta que me faço todo dia. E, claro, nunca tenho uma resposta. Tento continuar, finjo que está tudo bem, mas a verdade é que eu estou cansado. Cansado de lutar contra algo que eu nem sei como explicar.

Às vezes penso nos meus amigos. Eles dizem que se importam, que eu deveria conversar. Mas e se eu falar e ninguém entender? E se acharem que é drama? Pior ainda, e se eu não souber explicar direito?

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Se o tempo curasse, as farmácias venderiam relógios.

 
            Era uma tarde cinzenta, dessas que fazem a gente querer se encolher num canto com uma xícara de café quente nas mãos. O café perto da faculdade estava lotado, cheio de vozes misturadas e o som de xícaras batendo nos pires. Clara e Luciano conseguiram se acomodar num canto mais tranquilo, mas o silêncio entre eles era mais pesado que a garoa lá fora.

Clara girava sua xícara de cappuccino, buscando coragem para dizer o que precisava. Finalmente, quebrou o silêncio:

— Luciano, você não precisa passar por isso sozinho, sabe? Já faz três meses… e parece que você tá se afastando de tudo. De mim, dos seus amigos, até dos seus sonhos.


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