
O
sol começava a se despedir no horizonte, pintando o céu com tons de laranja e
rosa. Lucas e Marina estavam sentados em um banco da praça, cercados pelo
barulho suave de pessoas caminhando e crianças brincando. Lucas olhava para o
horizonte, como se procurasse respostas no crepúsculo.
—
Marina, já parou pra pensar que a vida é tipo uma olimpíada?
Marina
franziu a testa, surpresa.
—
Olimpíada? Como assim?
—
Pensa só: a gente passa anos se preparando pra alguma coisa, seja vestibular,
um emprego ou até um relacionamento. Aí, de repente, um erro bobo e pronto,
tudo desmorona.
—
Sei o que você quer dizer, mas não acha que isso é meio exagerado? Errar faz
parte, né?
Lucas
suspirou, tentando organizar as ideias.
— Claro! Mas pensa num atleta que treinou a vida toda pra uma prova de dez segundos. Se ele escorregar no meio do caminho, já era. Tudo o que ele construiu vai pro ralo.
