
Laura
era moradora antiga daquele bairro e Pedro havia chegado de mudança há pouco
mais de dois anos, o suficiente para que ambos se tornassem grandes amigos.
Naquele dia, já com o sol se pondo e o céu ganhando tons de vermelho
alaranjado, os dois amigos estavam sentados no muro da casa de Laura, jogando
conversa fora, como sempre faziam.
Pedro
deu uma risada leve, encarando o céu que começava a mudar de cor com o pôr do
sol.
— Talvez porque a mágica tá nas coisas que a gente não explica. Tipo isso aqui, ó — apontou para o horizonte. — Um monte de luzes e cores no céu, de graça, para quem quiser ver.
