terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Acreditar ou não em Papai Noel não é o mais importante.


          Emilli era uma garota cheia de curiosidades, com uma inteligência que brilhava em seus 10 anos. Enquanto olhava para a árvore de Natal piscando, algo parecia incomodá-la. Seu avô, Seu Pedro, sempre atento, percebeu.

— O que houve, Emilli? Está tão calada — perguntou, com aquele tom acolhedor de quem sabe ouvir.

— Ah, vô... — começou, meio hesitante. — Na escola, o pessoal vive dizendo que Papai Noel não existe. Que é tudo coisa dos adultos.

Seu Pedro ajeitou os óculos, inclinando-se no sofá. Seus olhos tinham aquela paciência de quem já escutou muitas perguntas difíceis.

— E você, o que acha disso? — devolveu, com um sorriso que parecia convidar sua neta a pensar.

Emilli deu de ombros, olhando para as luzes coloridas.

— Não sei... Às vezes acho que eles têm razão. Mas eu gosto de imaginar que ele existe, sabe? Um velhinho entregando presentes... parece tão mágico.

domingo, 22 de dezembro de 2024

Às vezes, a gente tem que respirar fundo e falar: “então tá!”

 

Era um domingo, como tantos outros, naquela família tradicional do interior da cidade. Pais e filhos se reuniam para o almoço dominical. Estavam presentes o senhor Jorge, dona Maria e seus filhos, Júnior, de 17 anos, e Mari, de 26. Mari e seu esposo, Beto, sempre faziam questão de participar do almoço da família.

Antes do almoço, sentados no pátio sob a sombra das laranjeiras e bergamoteiras, Mari e Júnior conversavam sobre como o menino estava se saindo nos estudos e no estágio no armazém do seu Luiz. Júnior parecia um pouco preocupado e resolveu abrir o coração com sua irmã.

— Ei, Mari, você já teve vontade de jogar tudo pro alto?

— Já? Ontem mesmo! Me estressei com um fornecedor da empresa. Ele prometeu entregar os produtos ontem e só avisou que ia atrasar na última hora. Sabe, Júnior, a vida, às vezes, parece uma comédia trágica. Só que sem final feliz.


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