
—
Cara, eu tô travada. Travada mesmo.
—
Travada como?
—
Como quem tá prestes a pular de paraquedas e descobre que o instrutor é o
próprio medo.
—
Você tá com medo de quê, exatamente? — perguntei.
—
De tudo. De começar. De dar errado. De parecer ridícula. De começar e me
arrepender. De não saber continuar. Sei lá… parece que tem uma guerra dentro da
minha cabeça.
— Eu aprendi, na marra, que o medo de começar algo novo nunca vai sumir por completo. Ele só aprende a se sentar no banco de trás quando a gente assume o volante.
