sábado, 14 de março de 2026
Nós não tínhamos celular... mas temos histórias para contar.
Era mais um daqueles domingos com almoço que reunia a família na casa do seu Zé. Seu Zé estava sentado à sombra de uma laranjeira, quando seus netos o cercaram para ouvir suas histórias.— Vô, é verdade que o senhor ia pra escola caminhando e que levava um tempão? — perguntou um dos netos, arregalando os olhos, como quem acha impossível alguém sobreviver sem carro, ônibus ou internet.
— Verdade sim, Pedrinho. Eu nasci e cresci lá em São Leopoldo, estudei em escola pública. Naquele tempo, eu deveria ter uns 9/10 anos, a gente acordava cedo, se arrumava sozinho e pegava a estrada a pé. Do bairro Rio dos Sinos até a Escola Gusmão Brito, lá no bairro Rio Branco, dava uns quarenta minutos de caminhada fácil.
domingo, 8 de março de 2026
Mulheres: Silenciosamente Gigantes
Sabe...tem gente que ainda pergunta qual é o verdadeiro lugar da mulher no mundo. E eu sempre penso que essa pergunta já nasce errada, pois a verdade é simples: não existe lugar em que a presença de uma mulher não faça diferença.
Onde
há uma mulher, aí tem cuidado. Tem olhar atento, com aquela sensibilidade quase
mágica de perceber quando alguém está bem...e. acima de tudo, quando alguém
está com algum problema ou desconforto.
A
mulher é aquela presença que, muitas vezes, segura o mundo inteiro sem fazer
barulho. Sem aplausos. Sem plateia.
Às
vezes, é mãe. Às vezes, filha. Às vezes, irmã.
E, muitas vezes, tudo isso ao mesmo tempo, tentando equilibrar a vida como quem mantém vários pratos girando no ar, torcendo para que nenhum caia.
quinta-feira, 5 de março de 2026
O silêncio nem sempre é vazio, às vezes, ele está cheio de respostas.
Pedro
e Júlio, dois amigos de 15 anos que moravam na mesma rua, estavam sentados em
um banco, na beira do campinho, esperando os outros meninos para jogar bola
quando, do nada, Pedro quebra o silêncio que já durava uns 10 minutos.
—
Mano, já sacou como o silêncio às vezes é sinistro? Tipo quando o professor
entra e a galera trava geral, a galera vira estátua.
—
É verdade. Cinco segundos antes tava geral falando, rindo, zuando… aí o cara
entra e puf: silêncio total.
—
Bizarro, né? Mas, mesmo no silêncio, minha mente não para.
—
Pô, comigo também. Parece que o silêncio de fora vira um monte de ideia
gritando na cabeça.
—
Tipo ontem tentando dormir. Comecei a pensar na prova, no futuro, se fiz a
escolha certa… até no drible que vou te dar no jogo de hoje, antes de fazer o gol. Kkkkk
— Acho que tu tava era sonhando. Kkk Mas sério! É bizarro, as respostas pintam nessa hora.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Use a capacidade que tens. A floresta ficaria silenciosa se só o melhor pássaro cantasse.
— Já pensou em como a vida faz um barulhão?
— Que tipo de barulho?
— Ah, sei lá...as pessoas, os sonhos, cada um com sua mania e tal. É tipo uma música gigante rolando sem parar.
— Que engraçado você falar isso, sabia? Porque, às vezes, fico tão prrocupado em ser o cara que esqueço de viver.
— Acontece direto! A gente pira querendo ser o tal melhor e nem vê que cada um tem seu jeito de ser, entende?
— Tipo quando geral quer cantar igual, mas cada voz é única?
— Exato! Imagina uma floresta lotada de passarinhos... cada um com seu canto esquisito, um mais alto, outro mais baixo... mas todos mandando ver.
— É verdade... ia ser muito esquisito se só um ou nenhum passarinho cantasse, né?
— Não só esquisito. Ia ser um silêncio sinistro, um vazio. Uma floresta sem vida.
— Então, você acha que a vida é tipo isso também?
— Não acho, tenho certeza. Cada um tem sua canção, mesmo que ainda não tenha se ligado nisso.
— É que, às vezes, a gente ouve tanto os outros que acha que nossa voz é mixuruca.
— Aí que tá o erro. Não existe voz inútil quando é de verdade.
— Mas e quando nossa canção parece muito nada a ver com a dos outros?
— Aí que ela brilha mais! O legal não é ser todo mundo igual, mas cada um ser do seu jeito.
— Faz sentido... tipo uma banda. Se todo mundo tocar a mesma coisa, não rola um som completo.
— Isso! A música só fica boa porque cada um bota seu toque, mesmo que pareça simples.
— Mas, falando sério, às vezes me sinto meio nada a ver, tipo uma nota bem baixinha na música do mundo.
— E quem disse que nota baixa não faz falta? Já ouviu música sem as partes calmas? Fica sem graça. Pode ser um simples sininho na mão de um músico, na hora certa ele irá dar o charme que a música precisa.
— Nunca pensei nisso...
— A real é que cada um tem seus talentos, paradas que ninguém mais faz igual.
— Mesmo que sejam coisas bobas?
— Principalmente as bobas. Juntas, elas fazem um baita estrago.
— Então, não é sobre ser melhor que ninguém?
— Nunca foi. É sobre ser você, sem copiar o canto de outro passarinho. Quem vive imitando os outros, ficará limitado ao caminho que ele escolher.
— Caraca... isso pegou forte, viu? Vivo me comparando com os outros.
— Se comparar é tipo esquecer sua música e tentar cantar a dos outros. Pode até fazer sucesso, entretanto, é o original que sempre será lembrado. No fim, ninguém te ouve de verdade.
— E quando a gente se fecha por medo?
— Aí acontece o pior: sua vida fica sem som por dentro.
— Sem som... tipo quando a gente esconde o que sabe, com medo de errar?
— Exato. E errar faz parte da música e da vida. Nenhum passarinho nasce afinado, aprende cantando.
— Então, é melhor cantar meio zoado do que não cantar nada?
— Mil vezes melhor. O silêncio pesa muito mais que qualquer erro. Você precisa ouvir sua própria voz, só assim poderá corrigir as possíveis falhas.
— Que louco... sempre achei que tinha que ser perfeito antes de mostrar o que sei fazer.
— Ser perfeito é uma cilada, te impede de viver.
— E a mistura? Você acha que é importante mesmo?
— Demais! Ouvindo outras histórias, outros jeitos, a gente acha notas diferentes dentro de nós. Aprendemos a compor nossas próprias canções.
— Tipo aprender com os outros passarinhos da vida?
— Isso! Cada pessoa que cruza nosso caminho ensina uma música, mesmo sem querer.
— Então, no fundo, ninguém tá sozinho nessa orquestra?
— Nunca estivemos. A gente só se sente sozinho quando se fecha demais ou quando achamos que já sabemos tudo e que não precisamos mais participar dos ensaios.
— E se alguém acha que não tem talento nenhum?
— Diria que essa pessoa ainda não ouviu sua voz com a devida atenção.
— Que forte isso... às vezes, a gente ignora o que tem de bom por ser muito simples.
— Mas o simples, quando é real, vira algo poderoso.
— Então, o segredo é usar o que a gente tem, mesmo que pareça pouco?
— Exato! O pouco de cada um vira algo gigante. Nenhum cantor, por exemplo, faz sucesso sozinho, ele precisa dos músicos, de um compositor, de um produtor, de um empresário... Ele tem de se cercar de uma equipe para apoiá-lo.
— E ser diferente não é ruim?
— Pelo contrário! Dá cor à vida.
— Sabe... tô começando a entender que não preciso ser o melhor em nada.
— Não precisa mesmo. Só ser você de verdade.
— E cantar minha música, mesmo que ninguém bata palma?
— Principalmente quando ninguém bater. Aí é sua essência falando, não o que os outros querem.
— Dá um medinho... mas também dá uma paz.
— Essa é a paz: parar de imitar e viver de verdade. Não se limitar ao caminho dos outros
— Então, no fim das contas, a vida é tipo uma grande orquestra, né?
— É sim. E cada um de nós é um instrumento que faz falta na harmonia dessa orquestra .
— Que legal isso... me faz sentir que tenho meu lugar.
— E tem. Sempre teve. Desde o começo.
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Moral da história? Não existe canto sem graça quando é de coração, e não existe vida boa quando a gente se esconde.
O mais legal da vida não é ser o melhor, mas ser sincero, botando para fora o que já vive dentro de nós, mesmo que pareça pouco.
No fim, quando cada um decide cantar sua música sem medo, a vida vira uma música inesquecível.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
No fundo, você sabe o que precisa fazer. Você só não faz.
Luiz,
23 anos, chega em casa depois do trabalho e vê seu irmão mais novo, Carlos, 15
anos, jogado no sofá, jogando vídeo game. E isso tem se repetido há vários
dias. Vendo que seu irmão não sai dessa zona de conforto, não toma nenhuma
iniciativa na busca de conquistar alguma coisa na vida, Luiz tenta, mais uma
vez, conversar com Carlos.
—
Cara, vou te falar uma coisa que talvez tu não vai gostar de ouvir.
—
Eu sei… lá vem sermão.
—
Não é sermão. É só a verdade nua e crua: no fundo, tu sabe exatamente o que
precisa fazer. Só não faz. Fica aí o tempo todo nesse vídeo game.
— Eu sei, eu sei… mas saber não é a mesma coisa que fazer.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
sábado, 14 de fevereiro de 2026
14 de Fevereiro: O verdadeiro Dia dos Namorados?
Aqui no Brasil, o Dia dos Namorados caiu no dia 12 de junho, desde 1948. Só que, se você olhar para o resto do mundo, tipo Estados Unidos e vários países da Europa, o pessoal troca declaração de amor em 14 de fevereiro, no tal do Valentine’s Day. Aí vem a pergunta clássica: por que a gente resolveu fazer diferente?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Um livro mal escrito não melhora com releituras. E isso não é sobre livros.
— Tu já percebeu como tem livro que a gente tenta dar segunda chance e só piora? — o Léo jogou a mochila no banco da praça e suspirou, olhando pro céu como se ele fosse responder.
— Tipo aquele que tu me emprestou no mês passado? — a Bia riu. — Li três vezes o mesmo capítulo e continuava ruim.
— Ei, mais respeito, eu achei que ia melhorar — ele rebateu, fingindo ofensa. — Pensei: “vai que na releitura fica profundo”.
— Profundo nada — ela cutucou. — Era só confuso mesmo.
— Mas foi aí que eu pensei numa coisa — Léo coçou a nuca. — Um livro mal escrito não melhora com releituras.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
A vida é feita de ciclos, e tudo bem se um deles precisar acabar.
Seu
Antero, um senhor aposentado, já com seus 70 anos, estava descansando após o almoço, sentado na varanda, olhando para seu Opala 1976, impecável, estacionado sob a sombra de um belo Jacarandá. Ele
mora com sua filha Eloísa e seus três netos: Bia, 14 anos, Gabriel, 17 e
Júlia com 23 anos.
Bia
apareceu já fazendo careta, como quem tinha vergonha do que ia dizer, mas
precisava tirar uma dúvida com o seu avô.
—
Vô… posso perguntar um negócio meio besta?
Seu
Antero, ajeitando os óculos e abrindo espaço no banco da varanda para que sua
neta sentasse ao seu lado.
—
Perguntar nunca é besteira, minha querida, fale.
— É que… minhas amigas tão meio se afastando de mim. Tipo, a gente era grudada, e agora cada uma tá em um canto. Eu fico com a sensação de que eu fiz algo errado.
domingo, 11 de janeiro de 2026
Eu atraio o que vibro. Por isso, escolho vibrar amor, paz e gratidão.
Era uma tarde daquelas cinzentas, onde o céu está em dúvida se chove ou se vai se render ao brilho do sol. Rafa e Lia, dois amigos e colegas de escola, caminhavam sem um destino certo, apenas para deixar o tempo passar até o horário de voltar para suas casas.
Lia
coçou o queixo, olhando para aquele céu indeciso.
—
Cara, tô pensando uma coisa meio doida… será que a gente vira imã do que sente?
Rafa
chutou uma pedrinha, rindo de leve.
—
Doida nada. Sempre achei que o coração fosse meio antena, puxando todos os
sinais do mundo, sejam eles bons ou ruins.
Lia
apertou os olhos, como quem tenta enxergar mais longe do que dá, na tentativa,
talvez, de identificar um pássaro que voava ao longe.
— Então, se eu vivo reclamando, eu puxo mais coisa pra reclamar?
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