sexta-feira, 12 de junho de 2026

Feliz Dia dos Enamorados!


Caio e Lara namoravam há uns três anos e todos comentavam do carinho e amor que um demonstrava ao outro. Naquela sexta-feira, 12 de junho, não era diferente. Os dois estavam juntos, jantando no Restaurante Família Zanatta, no Jantar dos Namorados, promovido pelo restaurante.

— Então, mais um Dia dos Namorados juntos. Gostou do jantar? — perguntou Lara, mexendo no cafezinho que o garçom trouxera, e observando outros casais sentados próximos a eles.

— Especial como sempre… mas, em relação a este dia, eu gosto mais de pensar como Dia dos Enamorados — respondeu Caio. — Parece mais bonito, mais verdadeiro.

— Dia dos Enamorados? — ela sorriu. — Como assim? Explica isso melhor.

— É que o amor não cabe em uma caixinha só. A gente pode amar como namorado, como marido, como amigo, como filho, como neto, como avô… e cada amor tem um jeito diferente de existir, mas todos devem ser verdadeiros.

— Então você está me dizendo que eu posso celebrar o amor sem precisar seguir um roteiro de comercial de televisão?

— Exatamente. Sem jantar caro, sem foto perfeita, sem filtro. Só presença.

— Gosto disso. Porque, sinceramente, às vezes parece que o amor virou competição.

— E amor não é campeonato — disse Caio. — Amor é cuidado. É lembrar da pessoa. É mandar mensagem no meio do dia só para saber se ela chegou bem. É entrar madrugada adentro conversando com aquela pessoa especial.

— É dividir a última batata frita mesmo querendo comer inteira — completou Lara, rindo.

— Isso é prova de amor nível avançado, nível hard.

— Então eu já mereço um troféu — brincou ela. — Mas falando sério… você acha que as pessoas têm vergonha de dizer “eu te amo”?

— Acho. Tem gente que acha que falar é fraqueza. Outros esperam o momento perfeito. E o problema é que o momento perfeito raramente aparece.

— É verdade. Às vezes a gente perde tempo demais tentando parecer forte, quando, na verdade, é somente medo de assumir nossos sentimentos.

— E o amor, quando é sincero, não precisa parecer nada. Ele só é.

— Bonito isso.

— Não fui eu que inventei. Aprendi vivendo.

— Comigo? — perguntou Lara, levantando a sobrancelha.

— Principalmente com você.

Ela ficou em silêncio por um instante, daquele jeito que parece simples por fora, mas faz um barulho enorme por dentro.

— Sabe uma coisa que eu gosto na gente? — disse ela. — Você nunca tentou me consertar.

— Porque você não é um projeto, uma máquina. Você é uma pessoa.

— Tem muita gente que entra na vida do outro querendo reformar tudo.

— O amor não é obra de construção. É companhia.

— Companhia… gostei dessa palavra.

— É o que eu sinto. Eu não quero mudar quem você é. Quero caminhar ao lado. Sermos um só.

— Mesmo quando eu fico dramática?

— Principalmente quando você fica dramática. Fica até engraçada.

— Ei!

— O quê? Você sabe que é verdade.

Ela riu, encostando a cabeça no ombro dele.

— Às vezes, eu penso que o amor está nas coisas pequenas, nos detalhes. Não nas grandes declarações.

— Também penso isso. Está no “chegou em casa?”, no “comeu?”, no “descansa um pouco” e no tradicional “leva o casaco”. Está em lembrar o gosto do sorvete favorito da pessoa.

— E em deixar a última batata frita para sua namorada.

— Você continua insistindo nesse sacrifício heroico da batata frita.

— Porque é muito sério.

Os dois ficaram olhando a rua por alguns segundos, ouvindo o movimento da cidade. Gente passando, buzina ao longe, vida acontecendo.

— Sabe… hoje eu vou mandar mensagem para minha mãe, para minha avó e para uma amiga que está passando por um momento difícil — disse Lara. — Acho que faz sentido celebrar todos os amores.

— Faz muito sentido.

— E você?

— Eu vou fazer o mesmo. Tem gente importante na minha vida que às vezes não escuta isso o suficiente.

— Então promete uma coisa?

— Qual?

— Que a gente não vai economizar carinho, nem palavras, com as pessoas importantes para nós?

— Prometo. Porque a verdade é que, de um jeito ou de outro, a gente sempre ama alguém.

Ela levantou os olhos para ele, com aquele sorriso pequeno que diz mais do que um discurso inteiro.

— Então deixa eu começar agora.

— Estou ouvindo.

— Eu te amo.

Caio sorriu, apertando a mão dela com calma.

— Eu também te amo. E espero que a gente nunca tenha vergonha de dizer isso.

— Nem para nós, nem para quem faz parte da nossa vida.

— Combinado.

E ali, sem música de filme, sem cenário perfeito, só com duas pessoas dividindo almoço e um cafezinho, risadas e silêncio, o amor parecia exatamente o que deveria ser: simples, sincero e humano.

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O amor não precisa de datas para existir, mas algumas datas nos lembram do que realmente importa. Não importa se é amor de namoro, amizade, família ou parceria de vida. O que importa é cuidar, ouvir, respeitar e estar presente.

As maiores demonstrações de amor raramente são grandiosas. Elas aparecem nos detalhes do cotidiano: na mensagem enviada no meio do dia, na preocupação sincera, no abraço após um dia difícil, no “EU TE AMO” dito sem medo.

E, talvez, essa seja a moral mais bonita: não espere o momento perfeito para demonstrar carinho. O amor cresce quando é compartilhado. E a vida fica muito mais leve quando a gente tem coragem de dizer — e de viver — o que sente.

Feliz Dia dos Enamorados!

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