quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Quando eu era criança, esse era o meu Halloween.

 

Era uma noite dessas, com vento sussurrando segredos para as árvores. As ruas do bairro explodiam em risadas, fantasias, sacolas cheias de doces nas mãozinhas das crianças, com idades entre 9 e 12 anos. João usava uma capa preta, quase raspando no chão. Mariana era uma caveira, com o rosto pintado, os olhos fundos, misturando medo e diversão. Lucas, um bruxo com chapéu torto, Clara, com vassoura improvisada, parecia uma bruxinha de verdade.

De casa em casa, eles iam, rindo, gritando “doces ou travessuras! ” contandos histórias de fantasmas e vampiros. Tudo rolava como todo Halloween deve ser: divertido, e até um pouco assustador. Mas, de repente, João parou. Num banco da praça, um velho fumava cachimbo, encarando-os com um sorriso discreto, como quem sabia bem mais do que demonstrava.

— E aí, senhor, a gente te assustou? — João perguntou, exibindo dentes de plástico, um sorriso zombeteiro.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Não julgue as escolhas, se não conheces os motivos.

 

Na praça da cidade, Luísa e Pedro estavam sentados, aproveitando a tarde para colocar o papo em dia. Era raro terem um tempo assim, sem a correria da faculdade ou do estágio para atrapalhar.

Cara, você viu que a Amanda largou o estágio? — comentou Pedro, balançando a cabeça em descrença. — Um estágio na área, bem pago, e ela simplesmente desistiu! Não entendo.


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