sábado, 23 de novembro de 2024

Diferente dos filmes, na vida não podemos voltar na melhor parte.

 
            A sala estava cheia de vida. Crianças corriam para todo lado, disputando quem pegava mais docinhos da mesa, enquanto o aniversariante de 12 anos exibia orgulhoso o cesto abarrotado de presentes. Luiz, Paulo e Elisa, os primos de 20 anos, estavam no canto da sala, observando tudo com um olhar que misturava diversão e nostalgia.

Olha essa mesa. — Luiz apontou para os brigadeiros, beijinhos e coxinhas perfeitamente alinhados. — Parece aquelas festas que as nossas mães faziam quando a gente tinha essa idade.

Paulo riu, pegando um brigadeiro e o jogando na boca.

Aquelas festas eram épicas. Lembro do meu aniversário de 12 anos. — Ele fez uma pausa dramática, olhando para os primos. — Foi o ano em que ganhei meu primeiro videogame. Cara, eu fiquei tão fissurado que a mãe precisou esconder o controle na semana seguinte porque eu não fazia outra coisa.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Viver é algo mágico.

 
            Laura era moradora antiga daquele bairro e Pedro havia chegado de mudança há pouco mais de dois anos, o suficiente para que ambos se tornassem grandes amigos. Naquele dia, já com o sol se pondo e o céu ganhando tons de vermelho alaranjado, os dois amigos estavam sentados no muro da casa de Laura, jogando conversa fora, como sempre faziam.

Você já reparou como todo mundo fala que a vida é mágica, mas ninguém explica direito por quê? — perguntou Laura, enquanto mexia no sorvete derretendo na casquinha, que acabaram de comprar na sorveteria perto de sua casa.

Pedro deu uma risada leve, encarando o céu que começava a mudar de cor com o pôr do sol.

Talvez porque a mágica tá nas coisas que a gente não explica. Tipo isso aqui, ó — apontou para o horizonte. — Um monte de luzes e cores no céu, de graça, para quem quiser ver.


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