Era um domingo, como
tantos outros, naquela família tradicional do interior da cidade. Pais e filhos
se reuniam para o almoço dominical. Estavam presentes o senhor Jorge, dona
Maria e seus filhos, Júnior, de 17 anos, e Mari, de 26. Mari e seu esposo, Beto,
sempre faziam questão de participar do almoço da família.
Antes
do almoço, sentados no pátio sob a sombra das laranjeiras e bergamoteiras, Mari
e Júnior conversavam sobre como o menino estava se saindo nos estudos e no
estágio no armazém do seu Luiz. Júnior parecia um pouco preocupado e resolveu
abrir o coração com sua irmã.
—
Ei, Mari, você já teve vontade de jogar tudo pro alto?
— Já? Ontem mesmo! Me estressei com um fornecedor da empresa. Ele prometeu entregar os produtos ontem e só avisou que ia atrasar na última hora. Sabe, Júnior, a vida, às vezes, parece uma comédia trágica. Só que sem final feliz.

