O sol estava se pondo
atrás das árvores da praça, tingindo o céu de laranja. Reinaldo está sentado em
um banco, com os cotovelos apoiados nos joelhos e a cabeça baixa. Isabela chega
e se senta ao lado dele, trazendo uma presença que ele sempre achou reconfortante.
Ao ser indagado do porque daquela cara de desacorçoado, Reinaldo resolve se
abrir.
—
Às vezes eu me sinto tão… fraco, Isa — ele começou, quase sussurrando, sem
olhar para ela. — Qualquer obstáculo, por menor que seja, parece algo
intransponível. Daí fico ali, parado, tentando descobrir um jeito de passar por
ele, mas, ao mesmo tempo, me bate uma sensação de impotência, desânimo...
Isabela
o observou por um momento, inclinando a cabeça para o lado, como quem escolhe
cuidadosamente as palavras.
— Fraco? — ela perguntou, com um tom misto de incredulidade e carinho. — Reinaldo, isso não é fraqueza. Na verdade, isso é a maior prova de força.

