quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Não podemos calar a boca dos ignorantes e imbecis, mas podemos não dar a menor importância ao que eles dizem.

 

João, 18 anos, estava no sofá da sala, tamborilando os dedos contra o braço da poltrona, claramente irritado. Quando Marina, 20 anos, entrou na sala com sua xícara de chá fumegante, notou o incômodo do irmão e resolveu puxar conversa.

— O que aconteceu, João? — perguntou, sentando-se ao lado dele.

Ele suspirou e soltou de uma vez:

— Como você consegue não se irritar com as besteiras que as pessoas falam?

Marina sorriu de leve, colocou a xícara na mesa.

— Não é que eu não me irrito. Eu só aprendi a escolher no que vale a pena gastar energia. Mas o que foi dessa vez?

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

SAUDADES!? Só um pouquinho. Um pouquinho o tempo todo.

 
            A lua brilhava acima do quintal da vó Lina, onde o tempo parecia passar mais devagar. O cenário era simples: área de acesso à cozinha da casa, um fogão à lenha aceso, cadeiras de plástico espalhadas sem ordem, e quatro jovens com pensamentos inquietos. Pedro (19) estava jogado numa cadeira, girando uma caneca vazia. Sara (21) mexia no celular, mas só fingia prestar atenção. Caio (18) estava apoiado no murinho, com um galho na mão. E Júlia (17) encarava as brasas, claramente perdida em pensamentos. 

Vó Lina cuidava dos seus afazeres na cozinha. De longe, prestava atenção nos netos, afinal, coube a ela acolher e cuidar das “crianças” naquele fim de semana. A conversa rolava solta e descontraída, até que Júlia, sem aviso, iniciou um outro assunto mais sério. 

— Ei, vocês acham que a saudade melhora ou só engana a gente? Será que ela some com o tempo? Ou a gente só se acostuma? — largou Júlia, do nada, olhando para as chamas. 


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