João, 18 anos, estava no
sofá da sala, tamborilando os dedos contra o braço da poltrona, claramente
irritado. Quando Marina, 20 anos, entrou na sala com sua xícara de chá
fumegante, notou o incômodo do irmão e resolveu puxar conversa.
—
O que aconteceu, João? — perguntou, sentando-se ao lado dele.
Ele
suspirou e soltou de uma vez:
—
Como você consegue não se irritar com as besteiras que as pessoas falam?
Marina
sorriu de leve, colocou a xícara na mesa.
— Não é que eu não me irrito. Eu só aprendi a escolher no que vale a pena gastar energia. Mas o que foi dessa vez?

