
A jovem Marina caminhava pelo jardim do templo budista, onde os pássaros cantavam alegremente por entre as árvores. Seus passos eram rápidos e pesados, como se transportasse uma carga pesada e invisível. Ela respirava fundo, na ânsia de acalmar o coração acelerado, mas a ansiedade parecia uma sombra que a perseguia e não a abandonava.
Ao longe, sentado sob uma árvore, o monge Takashi, seu velho conhecido, observava o lago tranquilo. Seus olhos estavam quase fechados, mesmo assim ele sentiu a presença de Marina. Vendo-a, ele abriu os olhos e sorriu docemente.
— Senhor Takashi — ela começou, hesitante —, posso conversar com o senhor?
— Claro, minha jovem. Sente-se. A sombra desta árvore é generosa hoje — ele respondeu, indicando um lugar ao seu lado.
