— Ô, Mateus… posso te perguntar uma coisa meio filosófica? — disse a Ana, sentando no banco da praça com aquela expressão de quem está carregando um pensamento pesado, mas curioso.
—
Manda. Se for difícil eu finjo que entendi. — ele brincou, colocando a mochila
no chão.
—
Tu acha que a gente muda por vontade ou por necessidade?
—
Hum… acho que por aperto. — respondeu, franzindo a testa. — Mas mudar também
não quer dizer melhorar, né?
— Pois é isso que tô pensando. Tem gente que muda só pra dizer que mudou.

