
No
topo da montanha, Gustavo parou por um instante para recuperar o fôlego. Seus
pulmões queimavam, mas ele sorria. Ao lado dele, Lia ajustava a mochila nas
costas e olhava ao redor, sem acreditar na vista à sua frente. O vale que se
estendia abaixo parecia infinito, com o sol se pondo lentamente, tingindo o céu
de laranja e rosa.
—
Cara, isso aqui é incrível! — disse Lia, ainda ofegante, mas encantada.
— Valeu cada gota de suor.
Gustavo
riu, ainda se apoiando no bastão de trilha.
— Eu te disse que ia ser uma experiência e tanto. E pensar que você quase desistiu lá embaixo, hein?
