
Clara
e Mauro estavam sentados em uma cafeteria no centro da cidade. O barulho das
pessoas ao redor era constante, mas não chegava a incomodar. As xícaras de
café, já quase vazias, estavam sobre a mesa, e Clara mexia distraída na alça de
sua bolsa, como se procurasse algo para dizer.
— Sabe, Mauro — ela finalmente falou, olhando para o movimento do lugar — às vezes eu me sinto… como se estivesse presa, sem saber pra onde ir, sabe? Como se tivesse uma parede invisível me cercando.
