Era uma tarde preguiçosa, dessas em que o tempo parece ter resolvido tirar uma folguinha. Sofia e Miguel estavam jogados na beira do laguinho do parque, descansando depois de uma semana daquelas — cheia de provas, cobranças e gente falando alto demais. O vento soprava leve, mal mexendo nas árvores, e o barulhinho das folhas fazia parecer que o mundo tinha se desligado por um instante.
— Cara… às vezes eu acho que o destino está contra mim, nada dá certo — soltou Sofia, atirando uma pedrinha no lago. — Sério, parece que eu tô sempre correndo atrás de alguma coisa, mas ela sempre se distancia e nunca alcanço.

