
Lucas, com seus 17 anos,
sentava-se na poltrona do consultório da terapeuta pela primeira vez. As mãos
inquietas, os pés batendo no chão. Não gostava muito da ideia de estar ali, mas
sabia que precisava de alguma ajuda. Ele vivia perdendo o controle, falando
coisas no calor do momento e depois, quando a raiva passava, ficava só o
arrependimento.
A
terapeuta, Dr.ᵃ Helena, observava em silêncio. Sabia que não precisava fazer
muito para ele começar a falar. E, claro, não demorou muito:
— Sabe, eu não aguento! Parece que as coisas vão saindo sem eu pensar. Quando eu vejo, já falei um monte e a pessoa fica lá, sem saber o que fazer. Depois… depois eu fico me sentindo horrível — Lucas desabafou, suspirando.
