
A
sala estava cheia, e a atenção da turma oscilava entre o tédio e a expectativa.
Era só mais uma palestra na escola, coisa que acontecia uma vez por mês para a
turma do terceiro ano. Último ano na escola.
Mas o palestrante que subiu ao palco parecia diferente, era um jovem de uns 35 anos, vestindo camiseta, bermuda e chinelos de dedo, e parecia que ele não estava lá para falar de política, religião ou sobre notas. Ele abriu um sorriso meio misterioso, sentou-se no chão, na beira do palco e começou sem rodeios.
A
turma toda riu, exatamente como ele havia previsto. A intenção era descontrair,
tirar a tensão do estranho, do desconhecido. Levantou-se e fez uma pergunta:
— Vocês sabem qual é o maior risco que a gente corre na vida?
