No centro da cidade, a
Barbearia São Jorge funcionava no mesmo local há mais de 30 anos e mantinha um
número razoável de clientes, sendo que a maioria já eram idosos, frequentadores
antigos do estabelecimento. A barbearia, além do Sr. Jorge, tinha mais cinco
barbeiros e um gerente que, além de barbeiro, cuidava da administração quando o
proprietário não estava no local, o que quase sempre ocorria, haja vista a
saúde já um pouco debilitada do Sr. Jorge.
Felipe,
25 anos, estava na barbearia desde os seus 14 anos, começando como responsável
por recolher os restos de cabelos caídos no chão e por lavar os aventais e
toalhas. Com o tempo, aprendeu o ofício de cabeleireiro e conquistou a
confiança do Sr. Jorge, logo assumindo o posto de gerente.
O jovem gerente notava que, a cada dia, a clientela diminuía e que algo precisava ser feito. Era preciso modernizar, criar novas ideias para atrair os jovens da cidade. Felipe então resolveu ter uma conversa com seu patrão, no intuito de convencê-lo a realizar algumas mudanças.

