sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Todo começo traz desafios, mas é enfrentando o novo que descobrimos nossa força.

 
            O dia amanheceu lindo e, na casa do senhor Carlos, como em todos os domingos, o café da manhã não tinha horário. Já passava das 10 horas da manhã quando o senhor Carlos, seu filho Jefferson, de 16 anos, e Pedro, também com 16 anos e amigo da família, sentaram-se na varanda para tomar o café.

Na segunda-feira, Jefferson começaria seu primeiro emprego, o que o deixava apreensivo e muito nervoso. O medo de enfrentar o novo era visível no semblante do jovem. Aquele brincalhão, que fazia todos sorrirem, dava lugar a uma seriedade estranha naquele dia. Após o primeiro gole de café, ele encontrou um restinho de coragem dentro de si e puxou assunto com o pai.

— Pai, tô muito nervoso com o dia de amanhã. Nem consegui dormir direito essa noite — disse Jefferson, mexendo ansiosamente na xícara de café.

— Calma, cara! Também fiquei assim no meu primeiro dia. É normal — respondeu Pedro, que estava lá para passar o domingo com o melhor amigo.

— Normal? Tô quase surtando aqui! E se eu fizer tudo errado? E se não gostarem de mim? — Jefferson passou a mão pelos cabelos, claramente aflito.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Se não trabalhar para realizar teus sonhos, vai acabar trabalhando para que outra pessoa realize os sonhos dela.

Era só mais um dia na república universitária, um local que reunia vários jovens estudantes, vindos de diferentes partes do estado, todos em busca de realizar seus sonhos. Luiz e Miguel não eram diferentes. Dividiam o mesmo quarto, embora tivessem objetivos distintos. Luiz queria ser médico, enquanto Miguel sonhava em se tornar um advogado que orgulhasse seus pais, amigos e conhecidos na cidadezinha do interior.

Miguel havia saído cedo em busca de um estágio, algo que o ajudaria a custear sua permanência na capital, aliviando o peso financeiro sobre sua família. Um pouco antes do meio-dia, ele voltou e encontrou Luiz o esperando para almoçarem no restaurante da universidade.

— Cara, tô cansado... — Miguel se jogou no sofá do quarto da república, largando a mochila no chão.

— Que foi, Miguel? Chegou da entrevista e tá com essa cara esquisita? — perguntou Luiz, sem tirar os olhos do celular.


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