
A
lua brilhava acima do quintal da vó Lina, onde o tempo parecia passar mais
devagar. O cenário era simples: área de acesso à cozinha da casa, um fogão à lenha aceso, cadeiras de plástico
espalhadas sem ordem, e quatro jovens com pensamentos inquietos. Pedro (19)
estava jogado numa cadeira, girando uma caneca vazia. Sara (21) mexia no
celular, mas só fingia prestar atenção. Caio (18) estava apoiado no murinho,
com um galho na mão. E Júlia (17) encarava as brasas, claramente perdida em
pensamentos.
Vó
Lina cuidava dos seus afazeres na cozinha. De longe, prestava atenção nos
netos, afinal, coube a ela acolher e cuidar das “crianças” naquele fim de
semana. A conversa rolava solta e descontraída, até que Júlia, sem aviso,
iniciou um outro assunto mais sério.
