terça-feira, 14 de janeiro de 2025

SAUDADES!? Só um pouquinho. Um pouquinho o tempo todo.

 
            A lua brilhava acima do quintal da vó Lina, onde o tempo parecia passar mais devagar. O cenário era simples: área de acesso à cozinha da casa, um fogão à lenha aceso, cadeiras de plástico espalhadas sem ordem, e quatro jovens com pensamentos inquietos. Pedro (19) estava jogado numa cadeira, girando uma caneca vazia. Sara (21) mexia no celular, mas só fingia prestar atenção. Caio (18) estava apoiado no murinho, com um galho na mão. E Júlia (17) encarava as brasas, claramente perdida em pensamentos. 

Vó Lina cuidava dos seus afazeres na cozinha. De longe, prestava atenção nos netos, afinal, coube a ela acolher e cuidar das “crianças” naquele fim de semana. A conversa rolava solta e descontraída, até que Júlia, sem aviso, iniciou um outro assunto mais sério. 

— Ei, vocês acham que a saudade melhora ou só engana a gente? Será que ela some com o tempo? Ou a gente só se acostuma? — largou Júlia, do nada, olhando para as chamas. 

Tá na hora de surpreender todos aqueles que duvidam de você.

 

Rui é um menino de 16 anos que, como todo garoto de sua idade, está passando por uma fase da vida em que tem mais incertezas do que certezas. Cursando o primeiro ano do segundo grau, no período noturno, está enfrentando dificuldades em algumas matérias, o que tem preocupado sua mãe e seus professores. Como ele está trabalhando como estagiário em um escritório de contabilidade, sua permanência nesse emprego depende muito de suas notas na escola, principalmente na matéria de matemática.

Como trabalha até as 16 horas, Rui já estava em casa, preparando-se para mais uma noite de estudos na escola. Parecendo cansado, sentou-se no sofá da sala. Sua mãe, dona Mari, percebendo a chegada do filho, foi até a sala para falar com ele.

— Rui, já é a terceira vez nesta semana que te vejo largado aí no sofá, olhando pro teto como se ele tivesse as respostas pra tua vida. — Mari colocou as mãos na cintura e suspirou. — O que tá acontecendo?

Rui bufou, sem desviar os olhos do teto.

— Nada, mãe. Só tô cansado.


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