quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Sou uma pessoa que quando quer, quer muito! Mas quando eu abro mão... nada me faz voltar atrás.

 
            Era uma tarde comum, daquelas em que o sol não se decide: ora tenta aparecer com força, ora se esconde entre nuvens preguiçosas. Duas amigas estavam sentadas sob a sombra de uma árvore no quintal da casa de uma delas. Conversavam sobre tudo e mais um pouco — aquelas conversas soltas que vão de assunto em assunto sem rumo definido.

Rafaela: Esses dias eu estava pensando numa coisa… Sabe quando você decide que quer muito uma coisa, e nada tira aquilo da sua cabeça?

Mônica: Sei exatamente como é! Eu sou assim também. Quando eu quero, quero pra valer. Faço de tudo pra conseguir. Mas, curiosamente, quando eu desisto, acabou. Não tem volta.

Rafaela: Nossa, você acabou de me descrever! Parece que tem um botão dentro da gente, tipo liga e desliga. Quando está ligado, somos imbatíveis, determinadas, vamos com tudo. Mas, se algo me faz apertar o "desliga", não tem santo que me convença do contrário.

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Lições para uma mente inquieta.

 
            A jovem Marina caminhava pelo jardim do templo budista, onde os pássaros cantavam alegremente por entre as árvores. Seus passos eram rápidos e pesados, como se transportasse uma carga pesada e invisível. Ela respirava fundo, na ânsia de acalmar o coração acelerado, mas a ansiedade parecia uma sombra que a perseguia e não a abandonava.

Ao longe, sentado sob uma árvore, o monge Takashi, seu velho conhecido, observava o lago tranquilo. Seus olhos estavam quase fechados, mesmo assim ele sentiu a presença de Marina. Vendo-a, ele abriu os olhos e sorriu docemente.

— Senhor Takashi — ela começou, hesitante —, posso conversar com o senhor?

— Claro, minha jovem. Sente-se. A sombra desta árvore é generosa hoje — ele respondeu, indicando um lugar ao seu lado.


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