segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Há momentos em que você precisa tomar decisões de adulto, mesmo que isso te faça chorar feito criança.

 

Júlio chegou em casa cantarolando, pois tivera um excelente dia no trabalho, realizando a venda de dois imóveis. Ao chegar na sala, encontrou Ligia, sua irmã, sentada no sofá, no escuro.

Lígia tava quieta, olhando pro nada, mas dava pra sentir que algo pesava no ar. Júlio, que a conhecia bem, sabia que tinha coisa ali. Ficou tentando decifrar o que passava pela cabeça dela, mas sem sucesso.

De repente, ela soltou um suspiro pesado, daqueles que a gente solta quando não aguenta mais segurar o que tá sentindo.

— Júlio, você já teve que tomar uma decisão que sabia ser a certa, mas que doía tanto que parecia que ia te despedaçar por dentro?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Quem observa as atitudes, não se engana com as palavras.

 

Após mais um dia de trabalho, Júlia e Netinho, amigos de longa data que agora trabalhavam na mesma empresa, caminhavam em direção à parada de ônibus que os levaria para o bairro onde moram. Júlia parecia incomodada com algo.

— Ei, Netinho, você acredita em tudo que as pessoas dizem? — perguntou Júlia, ajeitando a alça da mochila.

Netinho riu suavemente enquanto chutava uma pedrinha pela calçada.

— Nem sempre, mas confesso que já me decepcionei acreditando demais. Por que a pergunta?

Júlia suspirou.

— Sabe aquele amigo do meu primo? O que jurou que ia ajudar no projeto de arrecadação para a ONG? Sumiu. Não atendeu mais mensagem nenhuma. Mas quando a gente conversava, ele era só promessas.


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