
Uma
tarde quente de domingo. João está sentado no sofá da sala, olhando fixamente
para o celular, como se esperasse uma mensagem que nunca chega. Pedro entra na
sala, segurando uma garrafa de água, e percebe a expressão perdida do amigo.
—
O que foi? — perguntou, quebrando o silêncio.
João
ergueu os olhos, como se só então tivesse percebido que não estava
sozinho.
—
Nada... — murmurou, mas Pedro não se convenceu.
— Fala aí. Tô te vendo há uma hora com essa cara de quem perdeu o último ônibus.

