quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Se tudo que ofereceu até hoje não foi suficiente, talvez esteja na hora de oferecer sua ausência.

 
            Uma tarde quente de domingo. João está sentado no sofá da sala, olhando fixamente para o celular, como se esperasse uma mensagem que nunca chega. Pedro entra na sala, segurando uma garrafa de água, e percebe a expressão perdida do amigo. 

Pedro aproximou-se e sentou-se ao lado de João, deixando a garrafa sobre a mesa. 

— O que foi? — perguntou, quebrando o silêncio. 

João ergueu os olhos, como se só então tivesse percebido que não estava sozinho. 

— Nada... — murmurou, mas Pedro não se convenceu. 

— Fala aí. Tô te vendo há uma hora com essa cara de quem perdeu o último ônibus. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Para somar, quase ninguém. Para te diminuir, tem até fila.

 

Ana, 18 anos, e Lucas, seu irmão de 14, estavam sentados na beira da piscina, apenas com os pés dentro da água, conversando sobre as pessoas desejarem ver mais a tua queda do que a tua vitória. 

— Sabe aquela frase que diz: “Para somar, quase ninguém. Para te diminuir, tem até fila”? — começou Lucas, olhando para Ana enquanto ajustava os óculos. 

— Ah, sim. Já ouvi. E é verdade, né? — respondeu ela, balançando a cabeça. 

— Demais. Parece que todo mundo tem uma opinião sobre o que você deveria fazer, mas poucos estão lá pra te ajudar de verdade. 

— Exato! — Lucas deu uma risada meio sem graça. — É tipo... quando você decide fazer algo diferente, tipo mudar de curso ou tentar um emprego novo. Todo mundo fala: “Ah, será que é uma boa ideia?”. Mas ninguém aparece pra te dar uma força. 

— E pior — Ana interrompeu, erguendo a voz —, se você falhar, ainda tem gente que fica feliz. Sabe? Tipo: “Eu avisei!”. É como se o fracasso dos outros fosse um troféu pra eles. 


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