O lago estava quieto. Apenas o barulho do vento balançando as árvores e o som da água batendo na margem quebravam o silêncio. Rafael segurava a vara de pesca com uma expressão pensativa, os olhos fixos no reflexo do sol na superfície da água. Seu pai, em pé ao lado, ajeitou o chapéu e percebeu o silêncio do filho.
—
Alguma coisa está martelando sua cabeça, filho? — perguntou o pai, lançando
mais uma vez o anzol na água.
Rafael
suspirou e balançou a cabeça.
— É que… sei lá, pai. Estou começando a achar que sou bobo por querer ajudar todo mundo o tempo todo. Parece que, quanto mais eu faço, menos me valorizam. Só me procuram quando precisam de algo.

