
A
manhã estava preguiçosa. O sol entrava pelas frestas da cortina e iluminava o
tapete da sala. O cheiro de pão torrado e café recém-passado ainda vinha da
cozinha. Ana estava deitada no sofá, com as pernas jogadas para cima do
encosto, mexendo no cabelo. Lucas estava afundado na poltrona, com os fones no
pescoço e o celular na mão. Sofia, encostada no braço da poltrona, folheava uma
revista, mas parecia mais interessada em ouvir a conversa dos dois.
O
pai entrou na sala devagar, segurando uma caneca de café. Olhou para os três
com um sorriso meio cansado, mas cheio de afeto.
—
Então… hoje é Dia dos Pais, né? — disse ele, se ajeitando na poltrona ao lado
de Lucas.
Ana
girou o corpo e sentou. — É sim! A gente até queria saber… o que o senhor
gostaria de ganhar de presente?
Ele
deu um gole no café, apoiou a caneca no braço da poltrona e suspirou.
— Para falar a verdade? Só queria um abraço de vocês três… e ouvir um “te amo” de vez em quando.
