sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Não se abandone! Alguém ainda precisa de você.

 


          — Tem dias em que eu acordo já pedindo desculpa por existir. Antes mesmo de sair da cama, minha cabeça começa a listar tudo o que eu faço errado, tudo o que eu não sou, tudo o que eu deveria ser pra não incomodar ninguém.

— Isso que você descreve não nasce do nada. É o resultado de muito tempo ouvindo mais cobranças do que cuidado, mais silêncio do que conversa.

— Eu me sinto um peso dentro da minha própria casa. Parece que tô sempre sobrando no sofá, na mesa, na conversa. Como se minha presença fosse tolerada, não desejada.

— Quando o jovem sente isso em casa, ele começa a confundir valor com utilidade. Acha que só merece estar ali se não der trabalho. Mas não é bem assim.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Se teu amigo te oferece drogas, que droga de amigo ele é?


             — Cara, já reparou que viver é meio assim… tipo escolher um prato de salada em um restaurante chique?

—Total. Somos nós que escolhemos qual a salada que vamos comer e que tipo de tempero iremos usar. Às vezes doce, às vezes meio azedo, às vezes nem temperamos…, mas sempre ao nosso gosto. Sempre temos o poder de escolha. Se a salada já vier temperada, por exemplo, pode ser com o tempero que não gostamos e até nos fazer mal.

— E é por isso que fico pensando naquela frase: “Se teu amigo te oferece drogas, que droga de amigo ele é?”

— Essa pergunta é pesada…, mas é verdadeira. Porque não é só sobre o amigo, é sobre a gente também. Sobre o que a gente aceita pra nossa vida. 

— Sim! Tipo… amigo de verdade é luz, né? É farol quando tudo tá escurão, uma bússola quando parece que estamos perdidos.

— Farol e abrigo. Aqueles que ficam ali, segurando a barra, até quando a gente tá um caos só.


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