quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
O Ano Só Muda Quando Você Muda.
Às vezes, a virada do ano é só isso mesmo: uma folha do calendário que vira. O número muda, o foguetório passa, mas a vida continua do mesmo jeito de sempre. É como trocar a capa de um livro e fingir que a história mudou, sem nem abrir a primeira página. Se nada muda aí dentro, o ano novo vira só mais um nome bonito.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
Não se abandone! Alguém ainda precisa de você.
— Tem dias em que eu acordo já pedindo desculpa por existir. Antes mesmo de sair da cama, minha cabeça começa a listar tudo o que eu faço errado, tudo o que eu não sou, tudo o que eu deveria ser pra não incomodar ninguém.
—
Isso que você descreve não nasce do nada. É o resultado de muito tempo ouvindo
mais cobranças do que cuidado, mais silêncio do que conversa.
—
Eu me sinto um peso dentro da minha própria casa. Parece que tô sempre sobrando
no sofá, na mesa, na conversa. Como se minha presença fosse tolerada, não
desejada.
— Quando o jovem sente isso em casa, ele começa a confundir valor com utilidade. Acha que só merece estar ali se não der trabalho. Mas não é bem assim.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Se teu amigo te oferece drogas, que droga de amigo ele é?
— Cara, já reparou que viver é meio assim… tipo escolher um prato de salada em um restaurante chique?
—Total. Somos nós que escolhemos qual a salada que vamos comer e que tipo de tempero iremos usar. Às vezes doce, às vezes meio azedo, às vezes nem temperamos…, mas sempre ao nosso gosto. Sempre temos o poder de escolha. Se a salada já vier temperada, por exemplo, pode ser com o tempero que não gostamos e até nos fazer mal.
—
E é por isso que fico pensando naquela frase: “Se teu amigo te oferece drogas,
que droga de amigo ele é?”
—
Essa pergunta é pesada…, mas é verdadeira. Porque não é só sobre o amigo, é
sobre a gente também. Sobre o que a gente aceita pra nossa vida.
—
Sim! Tipo… amigo de verdade é luz, né? É farol quando tudo tá escurão, uma
bússola quando parece que estamos perdidos.
— Farol e abrigo. Aqueles que ficam ali, segurando a barra, até quando a gente tá um caos só.
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
Mudar para melhor… isso muda tudo.
— Ô, Mateus… posso te perguntar uma coisa meio filosófica? — disse a Ana, sentando no banco da praça com aquela expressão de quem está carregando um pensamento pesado, mas curioso.
—
Manda. Se for difícil eu finjo que entendi. — ele brincou, colocando a mochila
no chão.
—
Tu acha que a gente muda por vontade ou por necessidade?
—
Hum… acho que por aperto. — respondeu, franzindo a testa. — Mas mudar também
não quer dizer melhorar, né?
— Pois é isso que tô pensando. Tem gente que muda só pra dizer que mudou.
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