domingo, 7 de setembro de 2025

Eu queria muito comemorar o dia 7 de Setembro...


          Eu queria muito comemorar o dia 7 de Setembro, o Dia da Independência do Brasil, lembrando que um só ato de coragem foi capaz de nos livrar da tirania portuguesa.

          Eu queria muito comemorar o dia 7 de Setembro com a esperança de que meus filhos e netos teriam um futuro digno, respirando liberdade verdadeira.

          Eu queria muito comemorar o dia 7 de Setembro em um país livre da corrupção, das artimanhas e das maracutaias orquestradas por políticos, juízes e banqueiros.

          Eu queria muito comemorar o dia 7 de Setembro por sentir orgulho de ser brasileiro, acreditando que este país ainda pode ser nosso — e não apenas dos partidos, dos políticos e de juízes que agem como donos da nação.

          Mas, infelizmente, não consigo ver motivos para comemorar o dia 7 de Setembro quando ainda estamos nas mãos de pessoas que colocam seus interesses pessoais acima dos sonhos de um povo inteiro.

          Infelizmente, não consigo vibrar com a data, pois não me sinto realmente livre: preciso me trancar dentro de casa, atrás de grades, para proteger a mim e aos meus.

          Infelizmente, como celebrar o dia 7 de Setembro se ainda não temos educação de qualidade, saúde justa, segurança garantida e tantos outros direitos que nos fariam viver com dignidade? Tudo isso é roubado por gente inescrupulosa que só quer decidir sobre nossas obrigações, ignorando nossos direitos.

          Infelizmente, para muitos brasileiros, o 7 de Setembro hoje não passa de um feriado. Um dia a mais para tentar estar com a família — se permitirem, porque até essa pequena liberdade querem arrancar de nós.

          Infelizmente, a independência, que um dia foi conquistada, está sendo jogada no lixo. Nem mesmo o grito do Ipiranga poderia nos salvar agora, se o Brasil não decidir mudar de caminho e parar de se dividir em cores que não pertencem à nossa bandeira.

          Precisamos escolher avançar. E não ficar como caranguejos, andando de lado, entre brigas de esquerda e direita.

          A bandeira do povo brasileiro não é preta, vermelha, azul, rosa ou roxa. Nossa bandeira tem três cores firmes, e é por elas — e com elas — que devemos lutar.

          Infelizmente, seguimos deitados eternamente em berço esplêndido, esperando que algo mude sozinho. Mas só um brado retumbante, vindo do povo, pode dar novos rumos à nossa pátria amada, Brasil.

          As eleições estão aí, batendo à nossa porta. Não quero dizer aqui que você tem de votar no candidato A ou B. Entretanto, peço que você reflita sobre tudo o que está acontecendo no nosso país. Pare, pense, sem torcer por uma cor de bandeira diferente da nossa verde e amarela. Esqueça o partido político e apenas olhe para o seu futuro e para o de seus filhos. Só então decida. Este é o momento de você decidir usando o cérebro, e não o coração.

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